Eu sempre gostei de escrever contos, cronicas, coisas engraçadas que acontece no dia a dia. Me sinto bem fazendo isso, criando personagens, piadas, lendo gibis educativos, se é que existe gibi educativo. o fato é que eu nunca dei o devido valor as minhas origens, minha cidade natal, o lugar onde moro; esse lugar se chama Marcelino vieira!. Sendo assim vou analisar esta cidade em todos os seus principais aspectos, citando exemplo.

*Atenção as informações contidas no texto a seguir é tida como desproporcionais a realidade, o texto é de caráter fictício e não tenho a mínima intenção de ofender ninguém.
Qualquer semelhança com a realidade e mera ironia do destino.


MARCELINO VIEIRA
VOCÊS NÃO IMAGINAM COMO O DESTINO É IRÔNICO

A cidade de Marcelino Vieira fica localizada no interior do RN, melhor classificando é o nordeste do nordeste. Aqui quase não tem indústrias ou fábricas, apenas poucos comércios e muita lan house, a concorrência não é grande a cidade é pequena por isso costumo dizer que nós temos o voto mais barato do mundo, a maioria (e põe maioria nisto) das pessoas são pobres não tem emprego e não podem produzir, sem meio de produção a única coisa que tem é o voto e na hora da precisão vende. Como eu já havia citado o voto fica baratinho a concorrência é pouca:
TEMOS 7MIL HABITANTES E ALGUNS METROS QUADRADOS DE CHÃO, 1 PREFEITO, 9 VEREADORES QUE EU NÃO OS CONHEÇO.
Para vocês terem uma ideia caros leitores eu nunca vi o prefeito dessa cidade. Até os meus 7 ou 8 anos de idade eu achava que o prefeito fosse uma espécie de ser divino que o povo votava o elegia e ele desaparecia, ficava invisível talvez, mas ele retornava ao seu estado normal de 4 em 4 anos, uma vez eu perguntei a minha avó:
porque vocês odeiam esses homens” ela me respondeu: “Filho a gente gosta deles, é por isso que votamos neles” eu ainda sem entender falei o seguinte: “Puxa se exilar uma pessoa por 4 anos fosse gostar , eu não quero que a senhora goste de me não!”
Algum tempo depois eu vi que eles se exilavam em lugares bem confortáveis.
Hoje eu sei que não é bem assim os caras lá são pagos para administrar a cidade, comprar mansões, carros importados, jatinhos, e roubar um pouco dos cofres públicos.
Outro fato que faz Marcelino Vieira sair na frente mais uma vez é a incrível falta d'Água. Nessa cidade se faz rodizio de água, é! Aqui na minha casa só chega água a noite, e quando o sol começa a clarear a água começa a faltar. Mas, isso daí da pra aquentar o que não dá é a gente passar meses sem água nenhuma e ainda vem os malandros da CAERN cobrarem o dobro da conta por um mês que a população nem consumiu... são uns filhos da mãe mesmo. Eu passei dois meses tomando banho com o auxilio de um pincel, Sem contar que a água daqui desafia todos os princípios da ciência, pois ela tem cor, sabor (ruim) e odor (ruim também). Para fazer esse teste eu fui até um colégio público beber a água de lá e constatei que era servido cloro aos alunos.
Na educação, minha cidade é um exemplo a ser seguido (Na verdade e seguido sim), pois, se não levarmos em conta a falta de estrutura de algumas escolas, a má qualificação de alguns educadores (principalmente no ensino de pedagogia das áreas rurais) e o resto dos problemas, tá tudo perfeito.
Quando eu falo que a minha cidade é única eu num to de brincadeira não, eu posso dar 100 exemplos disso, o saneamento básico é um deles. Pois aqui, ao contrario do resto do mundo, não temos lixões e esgotos dentro dos rios, pelo contrario, nós temos, RIOS DENTRO DE ESGOTOS E LIXÕES. Nos temos barragens inteiras formada por esgotos.
Do ponto de vista socieconômico a nossa pirâmide social seria organizada mais ou menos assim:

No topo estaria a nobreza, a burguesia, ou seja os políticos, a menor parte da população
logo abaixo deles estaria, os comerciantes: donos de bodegas ou lan houses, bares (vendedores de whisky pirata).
Abaixo desta classe, vem outra que está surgindo recentemente, as revendedoras do AVON
logo abaixo, vem a classe das pessoas que movimentam a economia, os coitados dos aposentados e pensionistas do INSS.
Abaixo deste (infelizmente... mas, existe!) é a classe dos proletariados, também conhecidos como escravos, trabalham para os comerciantes e ganham um salário de mais ou menos R$ 50,00 por mês, essa é a média.


                                                                               
                                                                  
                                                  políticos (uns 2 ou 3)                              
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  comerciantes

revendedoras do avon

Aposentados e pensionistas do INSS





proletariado, desempregados, vagabundos, eu, etc




CONTUDO TEMOS QUE TER ESPERANÇA E VERMOS AS COISA PELO LADO BOM (SE É QUE há LADO BOM BOM NISTO), POIS PODERIA SER PIOR...
POR EXEMPLO, AQUI NÃO TEM TERREMOTO, NEM HORÁRIO DE VERÃO ( TAMBÉM NEM PODERIA, EM ALGUNS LUGARES DA CIDADE NEM ENERGIA ELÉTRICA TEM).